● A Enel SP investiu R$ 2,8 bilhões em 2025, reduzindo o tempo médio de atendimento ao cliente em cerca de 50%.
● Reajuste com efeito médio de 10,18% reflete atualização de custos não gerenciáveis pela distribuidor.
● A Enel SP investiu R$ 2,8 bilhões em 2025, reduzindo o tempo médio de atendimento ao cliente em cerca de 50%.
São Paulo, 30 de junho de 2026 - A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou o reajuste tarifário anual da Enel Distribuição São Paulo, que entra em vigor a partir de 4 julho nos 24 municípios da Região Metropolitana, incluindo a capital, atendidos pela companhia. O novo índice estabelece um efeito médio de 10,18% de aumento nas tarifas para os clientes da distribuidora.
O índice homologado pela ANEEL será distribuído de forma diferenciada conforme a classe de consumo. Para os consumidores conectados em Alta Tensão (indústrias, shoppings, e grandes unidades), o impacto médio será de 15% e para os consumidores em Baixa Tensão (residências, pequenos comércios), de 8,97%.
Saiba o que mais impactou no aumento
O reajuste aprovado é resultado, principalmente, da elevação de custos que não são gerenciados pela companhia. Na composição do efeito médio de 10,18%, os impactos percentuais decorrem dos seguintes itens:
● Efeito dos Componentes Financeiros do Processo Atual: +4,03%;
● Custos de Parcela A (Encargos, Transmissão e Energia): +3,34%;
● Efeito da retirada dos Componentes Financeiros do Processo Anterior: +2,43%;
● Custos gerenciáveis da distribuidora (Parcela B): +0,37%.
O reajuste deste ano é explicado por regras de contabilidade do setor elétrico. O principal fator é a inclusão de componentes financeiros do período anterior, a serem compensados nos próximos 12 meses, com impacto de 4,03% na tarifa. Também contribuiu a retirada de descontos temporários que valeram no ano passado, mas não estarão mais vigentes em 2026. Com o fim do prazo desses alívios, a tarifa sofreu uma recomposição de 2,43%. O aumento também reflete outros custos que estão fora do controle da distribuidora, como a compra e o transporte da energia, além de encargos setoriais.
Entenda o reajuste e a composição da tarifa
A tarifa de energia elétrica é dividida em duas composições de custos:
Parcela A (custos não gerenciáveis): engloba os custos que não dependem da atuação direta da distribuidora, como a compra de energia, o transporte por redes de transmissão e os encargos setoriais, registrando uma variação de 3,34%.
Parcela B (custos gerenciáveis pela distribuidora): corresponde aos custos operacionais diretos da Enel, vinculados estritamente à operação, manutenção e investimentos na rede elétrica, apresentando variação de 0,37%.
Importante salientar que o aumento associado aos custos gerenciáveis da Parcela B representa 0,37% do reajuste total. Este percentual específico ficou abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que registrou variação de 3,77%.
Como é distribuído o valor pago pelo consumidor
Em uma fatura hipotética com valor de R$ 100,00, aproximadamente R$ 21,40 ficam retidos com a Enel para o custeio de operação, manutenção da rede elétrica, atendimento ao cliente e execução de investimentos estruturais. Os R$ 78,60 restantes arrecadados são destinados integralmente para empresas de geração, de transmissão, encargos setoriais e impostos governamentais (veja gráfico).
Confira o volume de investimentos da Enel na rede
Nos últimos dois anos, a Enel São Paulo realizou um montante de investimentos de quase R$ 5 bilhões em sua área de concessão. Desse total, R$ 2,8 bilhões foram aplicados ao longo de 2025, um crescimento superior a 70% em relação a 2023. No primeiro trimestre de 2026, a empresa manteve a expansão dos aportes com aumento de 40% na comparação com o mesmo período de 2025.
Para sustentar o avanço operacional, de 2024 até o fim do ano passado, a companhia contratou mais de 1,6 mil profissionais e expandiu suas bases operacionais de 17 para 23, distribuídas estrategicamente em cinco unidades territoriais.
Entenda o efeito desses investimentos no serviço
As medidas geraram impactos diretos nos indicadores de qualidade da companhia, que registra resultados melhores do que a média nacional. O tempo médio de atendimento ao cliente obteve uma redução de cerca de 50% em 2025 na comparação com 2023. O indicador de interrupções de energia de longa duração registrou uma queda de 88% no mesmo período.
Sobre a Enel Distribuição São Paulo
A Enel Distribuição São Paulo é uma empresa da multinacional de energia Enel. A companhia é a segunda maior distribuidora do país, respondendo por 10,3% de toda energia distribuída no Brasil e atendendo 8,5 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital paulista, principal centro econômico-financeiro do Brasil. A estratégia de atuação da Enel é baseada no seu Plano de Sustentabilidade e nos compromissos assumidos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.
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