A rede elétrica de distribuição pode ser estruturada de duas formas principais: a rede aérea, com fios instalados em postes, e a rede subterrânea, que envolve o enterramento de fios. Cada modelo apresenta vantagens e desafios e, por isso, a escolha entre eles precisa considerar aspectos técnicos, urbanos, econômicos e regulatórios.
Na Enel, trabalhamos com uma visão de longo prazo, avaliando soluções que garantam segurança, eficiência e maior resiliência para o sistema elétrico, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo.
Rede aérea: praticidade e acesso operacional
A rede aérea é o modelo mais utilizado no Brasil. Sua principal característica é a instalação dos cabos acima do solo, apoiados em postes, o que facilita a visualização e o acesso à infraestrutura.
Entre seus pontos positivos estão a rapidez na implantação, o menor custo inicial e a facilidade de manutenção. Por outro lado, a rede aérea está mais exposta a fatores externos, como eventos climáticos extremos, acidentes e interferências no espaço urbano.
Rede subterrânea: proteção e complexidade
Na rede subterrânea, os cabos são instalados abaixo do solo, eliminando a fiação aérea. Esse modelo oferece maior proteção e contribui para a organização do espaço urbano.
No entanto, trata-se de uma solução mais complexa e de alto custo, que exige planejamento detalhado, obras extensas e intervenções de longo prazo. Em uma metrópole como São Paulo, por exemplo, o enterramento de cabos envolve impactos significativos na mobilidade urbana, no uso e compartilhamento do solo com outras empresas (como SABESP e telecomunicações) e na infraestrutura já existente.
O ambiente subterrâneo apresenta diversos riscos, o que exige preparo constante e atenção redobrada. Entre os principais desafios do dia a dia estão as altas temperaturas e a eventual presença de animais peçonhentos, tornando fundamental identificar os riscos com calma e adotar as medidas adequadas para atuar com segurança.