O engenheiro eletricista é um dos profissionais mais importantes para que a energia elétrica chegue com segurança, qualidade e eficiência aos lares, indústrias e comércios. É ele quem desenvolve projetos elétricos residenciais e industriais, atua em distribuidoras com eficiência energética de média e alta tensão, faz análise de cargas, trabalha com cálculos de proteção, sustentabilidade e busca constante por novas tecnologias.
Para celebrar o Dia do Engenheiro Eletricista, data comemorada dia 23 de novembro, conversamos com dois profissionais que representam essa área dentro da Enel: Carlos Eduardo Eleodoro e Lívia Fernanda de Figueiredo. Suas trajetórias revelam como a curiosidade, a técnica e a paixão pela inovação moldam essa profissão essencial para o desenvolvimento do setor elétrico.
Lívia descobriu seu fascínio pela área ainda jovem, quando fez o curso de Manutenção Elétrica no Senai. A experiência a levou para a Eletrotécnica na universidade, onde se identificou profundamente com o universo da engenharia. Enquanto Carlos, por sua vez, traz essa afinidade desde criança: “Eu sempre tive vontade de saber como as coisas funcionam. Eu ficava desmontando rádio, conversava com um vizinho que trabalhava na área, eu sempre ficava nessa ideia de descobrir como funcionavam as coisas. Então, ao longo da vida, fiz curso técnico, depois a faculdade e as coisas fluíram naturalmente”, conta.
Para eles, o ponto central da profissão é simples e poderoso: “Engenharia é transformar as coisas”. Essa curiosidade, segundo Carlos, é o que move quem deseja seguir carreira na área. Ao longo da prática profissional, ambos encontraram desafios que vão além do domínio de física, matemática e projetos elétricos. Lívia destaca a importância da gestão de pessoas, habilidade que não é ensinada na formação, mas se torna essencial no dia a dia. “Querendo ou não, quando você é engenheiro você não só projeta, mas também faz o controle de pessoas. Ter esse momento requer um jogo de cintura que você aprende no dia a dia da profissão”.
Esse conjunto de competências faz da engenharia elétrica uma área versátil, que forma profissionais capazes de transitar entre o técnico, a gestão, a liderança e a especialização. Entretanto, diante das transformações tecnológicas, Lívia também alerta para uma tendência importante: o risco de escassez de profissionais na engenharia à longo prazo, devido ao crescimento de carreiras emergentes ligadas à tecnologia. Entretanto, Carlos pontua que apesar da automação e da inteligência artificial, a engenharia elétrica continua sendo um campo indispensável. Pois sempre haverá a necessidade de alguém com visão geral para interpretar dados, tomar decisões, garantir segurança e integrar novas soluções de forma responsável. Mesmo com sistemas avançados, o setor elétrico depende de pessoas preparadas e capazes de enxergar o todo.
Para quem deseja ingressar na área, Livia recomenda começar com um curso técnico, pois ele oferece uma visão ampla das possibilidades: “O curso é um primeiro passo para ajudar o estudante a entender em qual caminho deseja seguir”. Já Carlos pontua a importância do estudo prévio da área: “Hoje temos muitas maneiras de conseguir ter acesso à informação com a internet. Dessa forma eu indico para quem quer ingressar na área, pesquisar sobre o assunto para entender mais sobre a área”.
A engenharia elétrica é, acima de tudo, uma profissão que move o mundo. Seja projetando sistemas, garantindo eficiência energética, analisando cargas, desenvolvendo soluções sustentáveis ou trazendo novas tecnologias para o setor, o engenheiro eletricista desempenha um papel fundamental na transformação da sociedade. É uma carreira para quem tem curiosidade, vontade de aprender e paixão por entender como tudo funciona — e, mais do que isso, por transformar essa compreensão em energia, progresso e qualidade de vida para milhões de pessoas.
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