Filarmônica Minerva: inclusão por meio da música em Morro do Chapéu

Published on Terça-feira, 29 Janeiro 2019

É quase impossível ouvir a famosa música de Chico Buarque e não imaginar uma cidadezinha, com sua igreja central, jardins floridos e pessoas abrindo as janelas para ver a banda passar. Não sabemos ao certo o que inspirou a composição, mas poderia muito bem ter sido a Sociedade Filarmônica Minerva, a instituição centenária de Morro do Chapéu que em dias especiais atravessa as ruas, promovendo inclusão por meio da música e “cantando coisas de amor” no interior da Bahia.

Minerva é parte fundamental na formação da identidade cultural do povo morrense e influencia várias gerações de cidadãos e músicos. Atualmente, 85 crianças e adolescentes participam de aulas de música na sede da entidade, que conta também com grupos de teatro e dança amadores.

Hoje, a Filarmônica está sob o comando da Maria do Carmo, que anda feliz da vida com o que vem acontecendo em Morro do Chapéu. “Não posso deixar de falar da minha felicidade ao ver como nós estamos conseguindo reativar a Filarmônica Minerva.” Segundo a Presidente, boa parte desses 112 anos foi marcada por períodos difíceis, sem incentivo ou ajuda financeira. 

Mas bons ventos fizeram com que as histórias da Enel e da Filarmônica Minerva se cruzassem! Através da Sinfonia do Amanhã, projeto apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura do Ceará, que cria elos através da educação musical e dialoga com várias instituições do Brasil, a distribuidora conheceu a Minerva e foi impossível não se encantar.

 

“A Instituição tem relação muito próxima com a comunidade. É o nosso único patrimônio cultural e social, que há mais de 100 anos vem musicalizando, socializando, formando cidadãos e cidadãs, nossos jovens, nossas crianças, e hoje tem um papel muito importante no contexto sociocultural, especialmente após o convênio com a Enel.”

– Antônio Dantas, Coordenador e Presidente de Honra da Filarmônica Minerva

O Maestro e Professor Alberto dos Santos viu essa mudança acontecendo de perto. De acordo com ele, a Filarmônica estava sem professores e com apenas 15 músicos. Agora, são mais de 80 alunos, instrumentos e fardamentos novinhos em folha, além de um psicólogo residente, que oferece suporte e acompanha a evolução dos jovens.

Uma das partes mais legais é saber que os eventos voltaram à rotina da instituição! Desde que estamos juntos, já aconteceram dois Encontros de Filarmônicas em Morro do Chapéu.

São tantas vidas e histórias modificadas pela Minerva que renderiam um livro. Entre elas, encontramos Dilton Fernandes, um jovem nascido e criado na cidade e que começou a ensinar teclado na sede da instituição e hoje dá aulas à população com poucos recursos. E não é nada pertinho! Ele viaja três horas até Duas Barras uma vez por semana e cobra um preço simbólico para dar aulas e, assim como a Filarmônica, transformar a vida dos moradores da região.

“Ela (a Filarmônica Minerva) foi o que deu o ponta pé grande para que eu virasse o músico que eu sou hoje (...). Ela me ajudou muito, é uma coisa que eu nunca vou esquecer”

– Dilton, que sonha em ser músico.

Os dias em que a Minerva desfila são sagrados e não há quem perca! Ela é o patrimônio cultural e social da cidade. Apoiar este projeto reforça o compromisso da Enel com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, já que o ODS 4 promove a importância de uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade.

ENEL