Desde pequeno, Marcelo Puertas, Head da Unidade Territorial Norte da Enel São Paulo, aprendeu a admirar o mundo da energia elétrica de um ponto privilegiado: ao lado do pai, Almerindo, que trabalhava na antiga companhia de energia em São Paulo. Anos depois, Leandro, Head de Gestão de Performance Brasil e pai das pequenas Lara e Hanna, descobriu na paternidade lições valiosas que também o ajudam a liderar times com empatia e propósito. Duas histórias que mostram como a energia pode unir gerações e inspirar dentro e fora de casa.
A infância que acendeu uma paixão
Ainda criança, Marcelo fazia questão de acompanhar o pai até a empresa, especialmente em dias de hora extra — tudo para ganhar o “Oba Oba”, um kit com suco, chocolate, outras comidinhas e aquele gostinho de pertencimento que só quem já viveu entende.
“Eu já frequentava a empresa desde os sete, oito anos. Aquilo tudo me fascinava”, lembra Marcelo. A partir daí, o encantamento virou escolha. Aos 14 anos, ele entrou para o programa de filhos de funcionários da empresa, conhecido como “Meninos do Senai”. Era o começo de uma trajetória de quase quatro décadas e que, como ele mesmo diz, “começou com um lanche e virou uma vida inteira”.
Primeiro emprego e o começo de uma jornada brilhante
O programa oferecia ensino técnico, estágio, preparação prática e até apoio para faculdade. Marcelo abraçou a oportunidade com força e foi crescendo passo a passo: de eletricista predial a técnico de rede, depois supervisor, e hoje gerente da região Norte da Enel São Paulo, liderando mais de 1.500 pessoas.
“Foi meu primeiro emprego. Não sei nem fazer currículo”, brinca. “Mas sei como é estar na rua, debaixo de chuva, religando a energia de uma comunidade inteira. Já vivi isso. E quando a luz volta e a galera vibra, é como fazer um gol. É ali que a gente entende o valor do que faz.”
A conexão com o pai sempre esteve presente. Os dois chegaram a trabalhar no mesmo prédio. Colegas do pai viraram liderados do filho. E até em momentos inusitados, como um jantar de família, Marcelo tirou aprendizado. “Ele comentou um código técnico uma vez, que depois me ajudou a resolver um problema na rede. Aquilo foi decisivo. A história do meu pai me empurrou pra frente várias vezes.”
Uma decisão que mudou tudo
Antes de entrar na companhia de energia, Almerindo havia seguido a tradição da família e ingressado no Exército, assim como o pai dele, Joaquim Puertas, que foi pracinha na Itália no período de Guerra. Mas tudo mudou quando, aos 20 anos, conheceu a futura esposa, mãe de Marcelo. Com medo de perdê-la por causa das viagens militares, largou a carreira nas Forças Armadas, para desespero de Joaquim.
Foi dentro de um ônibus que o destino tomou outro rumo: Almerindo viu um anúncio de jornal com vagas para motoristas na antiga companhia de energia. Lembrou da experiência que tinha, já que havia sido motorista de caminhão no Exército, e decidiu tentar. Passou no teste e iniciou uma carreira de mais de 30 anos na companhia. “Ele trocou tudo pra ficar perto da minha mãe. E foi aí que começou tudo”, diz Marcelo. “A empresa fez parte da nossa vida desde sempre.”
Na Enel, Marcelo construiu uma carreira sólida, passou por diferentes estados, incluindo Ceará e Rio de Janeiro, e mantém firmes os princípios que aprendeu em casa.
Orgulho, legado e propósito
Hoje aposentado, Almerindo acompanha com carinho a trajetória do filho. “Ele tem um orgulho imenso da minha trajetória. Acho que até mais do que eu”, diz Marcelo. “E isso me dá ainda mais vontade de continuar contribuindo com propósito, de ajudar a transformar a vida das pessoas.”
Leandro: Liderança e paternidade caminhando lado a lado
Pai das pequenas Lara, de 7 anos, e Hanna, de 5, Leandro Bomfim reflete sobre como a paternidade tem influenciado sua maneira de liderar o time na empresa.
Head de Performance da Enel, Leandro compartilha como ser pai o ajuda no seu dia a dia como líder. “Em vários momentos, me vejo ouvindo meu time da mesma forma que preciso ouvir minhas filhas”, conta Leandro. Ele ressalta a importância da humildade para reconhecer que nem sempre está certo, e que boas ideias podem surgir tanto dos filhos quanto dos colaboradores.