Investimentos da Enel Distribuição Rio aumentam 15,6% no primeiro semestre de 2017

Publicado em quarta-feira, 26 de julho de 2017

-       Empresa melhora a qualidade do serviço. O índice de duração equivalente de interrupção por unidade consumidora (DEC) caiu 24,2%

PRINCIPAIS DESTAQUES FINANCEIROS (milhões de Reais)

 

1S2017

1S2016

Variação

Receita Bruta

4.004,46

3.673,18

+9,0%

EBITDA

251,17

166,25

+ 51,1%

EBIT

113,13

42,38

>100%

Prejuízo Líquido

(165,50)

(126,69)

+30,6%

Dívida Líquida

3.347,42

2.799,60

+19,6%

Capex (Investimentos)

438,16

378,96

+15,6%

                                                                                                                     

Carlo Zorzoli, Country Manager da Enel Brasil, ressalta: “Continuamos investindo fortemente na melhoria da qualidade do serviço em nossa área de concessão. Estamos focando nossos investimentos na digitalização, principalmente por meio da instalação de sistemas de automação e controle remoto da rede e da introdução de novas tecnologias como os Centros Satélites conectados a subestação para melhor monitorar o status da rede, controlando de forma mais eficiente a perda de energia. Como consequência desses investimentos, os indicadores de qualidade do serviço da Enel Distribuição Rio, medidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), já vêm registrando melhoria significativa como a redução de 24,2% do DEC desde o primeiro semestre do ano passado. A crise econômica, especialmente no Estado do Rio de Janeiro, ainda tem impactado os resultados da empresa, mas acreditamos que o aditivo ao contrato de concessão assinado recentemente contribuirá para a melhoria do desempenho da companhia, reduzindo, parcialmente, os efeitos negativos das perdas não técnicas e da inadimplência em nossa área de concessão.”

 

Niterói, 25 de Julho, 2017 – A Diretoria da Enel Distribuição Rio divulgou hoje os resultados do primeiro semestre de 2017 da companhia.

·         Receita Bruta: alta de 9.0%, devido à contabilização de menor passivo regulatório[1], resultado do maior custo de compra de energia no 1S 2017, que será deduzido do reajuste tarifário de 2018.

-         Parcialmente compensado pela queda de 2,3% no volume de venda e transporte de energia e pelo reajuste tarifário de 2017, que reduziu as tarifas dos consumidores da Enel Distribuição Rio em 6,51% em média.

·       EBITDA: alta de 51%, em razão, principalmente, da maior receita no período.

-         A alta acima mais que compensou o  aumento das provisões para inadimplência, atribuído, em grande parte, ao cenário macroeconômico adverso do estado do Rio de Janeiro.

·         EBIT: alta de mais de 100%, principalmente, devido ao aumento do Ebitda.

-         Parcialmente compensado por  maiores encargos de depreciação e amortização associados à maior base de ativos, resultado dos maiores  investimentos no período para modernização da rede de distribuição.

·         Enel Distribuição Rio aumentou o prejuízo, devido, principalmente, à menor atualização financeira do valor dos ativos indenizáveis, que não são totalmente depreciados até o final da concessão e que serão reembolsados pelo Governo Federal à distribuidora. O valor desses ativos é corrigido mensalmente com base na inflação, que apresentou queda no período, reduzindo assim o valor a ser reembolsado.

·         Dívida Líquida: alta de 19,6%, resultado do fluxo de caixa operacional nos últimos 12 meses que não cobriu completamente todos os custos operacionais, investimentos e juros de dívida neste período. A alta também ocorreu devido ao acúmulo de juros em empréstimos obtidos junto ao controlador Enel Brasil e da captação de R$ 82 milhões junto ao BNDES para financiamento do plano de investimentos da Enel Distribuição Rio.

-  Parcialmente compensado pela amortização de parte da dívida e encargos nos últimos 12 meses.

·         Capex (Investimentos): alta de 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A maior parte dos investimentos foi destinada à digitalização e modernização da rede de distribuição e à conexão de novos clientes.

DESTAQUES OPERACIONAIS

 

1S2017

1S2016

Variação

Venda e Transporte de Energia (GWh)

5.948

6.088

-2,3%

Clientes

3.007.921

3.019.171

-0,4%

DEC

20,06

26,52

-24,4%

FEC

12,08

13,21

-8,6%

·         Venda e Transporte de Energia: queda de 2,3%, explicada pela redução de 8,1% no volume de venda de energia no mercado regulado, como resultado da desaceleração econômica do Estado.

-         Parcialmente compensado pelo aumento de 31% no volume de venda e transporte de energia para o mercado livre como resultado do aumento do número de consumidores que migraram do mercado regulado para o mercado livre.

Duração e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC / FEC): apresentaram melhoria de 24,4% no DEC e de 8,6% no FEC, em decorrência dos investimentos realizados na melhoria da rede.

[1] Despacho 4.621 da Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL, de novembro de 2014, que permite às distribuidoras de energia contabilizar nos seus resultados financeiros custos não gerenciáveis maiores ou menores dos que os reconhecidos na tarifa em vigor.

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