A África do futuro: Enel Green Power e G7 Energy

Publicado em segunda-feira, 24 de abril de 2017

No dia 9 de abril, foram discutidas soluções inovadoras de energia para o desenvolvimento da África, no Museu MAXXI em Roma. No continente africano, 600 milhões de pessoas vivem sem eletricidade. A procura de energia duplicará até 2030.

No dia 9 de abril, no Museu MAXXI de Roma, a Fundação Enel, a RES4Africa e a Africa-EU Energy Partnership, (Parceria África-União Europeia para a Energia) organizaram o evento "África 2030: Empoderamento do continente através da inovação, das soluções tecnológicas verdes e da capacitação," patrocinada pelo Ministério do Desenvolvimento Econômico, no contexto do G7 Energy.

A conferência, que contou com a participação do ministro do Desenvolvimento Econômico da Itália, Carlo Calenda, focou em políticas, ideias, soluções tecnológicas e possíveis caminhos regulatórios para um continente rico em recursos, mas que ainda tem acesso limitado à energia.

“Na região subsaariana, cerca de 600 milhões de pessoas ainda vivem sem eletricidade. De acordo com um estudo da Agência Internacional de Energia, a demanda por energia no continente vai dobrar até 2030”

Aumentar a oferta de energia sustentável, proveniente de fontes renováveis ​​é, portanto, a chave para a criação de oportunidades de emprego, consolidando o crescimento das economias locais nas zonas rurais e contribuindo para reforçar a segurança energética.

A conferência contou com a participação de representantes institucionais convidados para o G7 Energy, representantes de países africanos, ONGs, organizações multilaterais, empresas e universidades.

Entre os muitos tópicos da agenda, estavam a criação de estratégias em pirâmide (da base para o topo), dinâmicas para o desenvolvimento de novos modelos de negócios e de start-ups locais inovadoras, o estudo de mecanismos de risco financeiro e a colaboração entre os setores público e privado.

"A África é extremamente importante para a nossa expansão no mercado de energias renováveis", disse Francesco Venturini, CEO da Enel Green Power e membro do conselho da Fundação Enel. "É um continente cheio de recursos, com taxas de crescimento econômico muito altas, mas onde grande parte da da população tem acesso limitado à energia. Neste contexto, as microrredes que usam baterias e fontes renováveis ​​podem ser uma boa solução e desempenhar um papel catalisador no desenvolvimento. A África está se tornando, cada vez mais, um grande laboratório de experimentação tecnológica, que trará contribuições essenciais para o futuro deste setor ".

“O evento, promovido em parceria com o G7 Energy, também inaugurou três iniciativas abertas ao público do Museu MAXXI:”

• A exposição do fotojornalista Riccardo Venturi e do jornalista e cineasta Lorenzo Colantoni, que teve curadoria de Ilaria Prili e foi produzida pela Associação Akronos. A exposição mostra o passado e o futuro do Quênia, Etiópia e Uganda, escolhidos como símbolos da libertação e reabilitação de um continente inteiro.

• Apresentações de algumas soluções inovadoras, incluindo uma microrrede: sistema de geração de energia a partir de fontes renováveis, projetado para alimentar áreas isoladas ou sem conexão com a rede elétrica, como pequenas ilhas, zonas rurais e zonas de emergência.

• Um workshop prático liderado pela ONG Litro de Luz (Liter of Light), com o objetivo de difundir um sistema de iluminação ecossustentável em todo o mundo, educando as comunidades rurais e desenvolvendo uma economia circular em torno de energias renováveis. Atualmente, a ONG trabalha em 26 países e já instalou mais de 500 mil pontos de iluminação, beneficiando 2 milhões de pessoas.