FIM Enel MotoE World Cup: o som do silêncio

Publicado em quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

“É um sentimento realmente incrível. Você não consegue ouvir a caixa de câmbio ou a embreagem, mas posso garantir que, apesar do peso sobre a pista, é muito ágil e divertido dirigir”

– Loris Capirossi, piloto

Uma audiência de milhões de espectadores em todo o mundo

Comunicar para o público em geral sobre o novo som da moto – e sobre uma nova forma de mobilidade elétrica com baixas emissões de CO2 – é um desafio fascinante em um universo até agora pouco explorado. É também um dos objetivos da parceria entre a nossa empresa e a Dorna. O CEO da Enel, Francesco Starace, enfatizou essa questão na apresentação de Roma, explicando que essa parceria com a Dorna demonstrará a milhões de fãs de corrida de motos, e espectadores em todo o mundo, como a mobilidade elétrica funciona e como a tecnologia que a sustenta estará disponível para todos na nossa vida cotidiana.

“Através desta competição, atingindo milhões e milhões de pessoas, queremos demonstrar que a mobilidade elétrica já é uma realidade hoje e não apenas no futuro”

– Francesco Starace, CEO do Grupo Enel

O CEO da Dorna, Carmelo Ezpeleta, também falou sobre desenvolvimento sustentável e mobilidade elétrica, enfatizando o valor estratégico do lançamento de uma competição específica para motos elétricas e a importância da parceria tecnológica com nossa empresa.

“A Dorna e a FIM estão encantadas com o avanço do mundo da mobilidade elétrica – é uma escolha necessária para o futuro”

– Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna Sports

A parceria Enel-Dorna também envolverá a International Road Racing Teams Association (IRTA), as equipes independentes da MotoGP e as motos da Energica. “Pode ter certeza que juntos faremos com que o campeonato seja um grande sucesso”, concluiu Ezpeleta.

O presidente da FIM Federação Internacional de Motociclismo (Fédération Internationale de Motocyclisme), Vito Ippolito, também enfatizou a importância de tornar o automobilismo mais humano e sustentável. A FIM iniciou um programa de sustentabilidade há 25 anos, que agora representa “um pilar chave para o futuro do motociclismo”. Sendo assim, Ippolito acrescentou que “a parceria entre a Dorna, a Energica e a Enel assegurará que, no setor de esportes, todos estejam contribuindo para a realização dos objetivos de desenvolvimento sustentável, especialmente aqueles relacionados à energia limpa acessível”.

Velocidade e tecnologia: uma paixão sustentável

O campeonato de motociclismo não é apenas uma maneira formidável para aumentar a conscientização sobre a revolução da mobilidade elétrica. Eles também atuam como uma arena de testes que pode acelerar a evolução da própria tecnologia, e impulsionará, constantemente, melhorias nos sistemas que servem à mobilidade sustentável. Na verdade, nossa parceria com a Dorna também envolverá a oferta de serviços destinados a reduzir a produção de CO2 nas diferentes etapas da competição. Estaremos implementando soluções inteligentes de gerenciamento de energia e medidores digitais para garantir à Dorna as tecnologias complexas de gerenciamento de sistemas elétricos de ponta da MotoE World Cup.

Graças aos serviços inovadores desenvolvidos pela Enel X, divisão avançada de serviços energéticos do nosso Grupo, as motos elétricas da Energica serão alimentadas por energia renovável gerada no próprio circuito, usando sistemas fotovoltaicos portáteis de nova geração ou energia renovável das redes de distribuição locais. A energia limpa produzida “in-house” com fontes renováveis ​​será usada para abastecer as motos, utilizando nosso sistema rápido de carregamento inteligente. Esta tecnologia permitirá que elas sejam carregadas tanto nos boxes, conectadas à rede, quanto em qualquer outra área do circuito, no modo bateria, utilizando um carregador móvel com capacidade de armazenamento integrado. As unidades móveis serão fáceis de transportar dos boxes para o paddock ou até mesmo para a pista. Eles também estarão conectados a uma plataforma inteligente de mobilidade elétrica da Enel para otimizar o processo de recarga.

Para lançar essas inovações na pista, o CEO da Enel X, Francesco Venturini, ressaltou o compromisso da empresa com o desenvolvimento de softwares e hardwares que tornarão a mobilidade elétrica amplamente disponível. A Enel X já está empenhada na criação de uma rede de cobertura pública de grande alcance para veículos elétricos que terá 2.700 estações de carga até o final de 2018, chegando a 14 mil até o final de 2022.

“Nenhum outro país europeu está desenvolvendo a mobilidade elétrica como nós, e estamos muito felizes em ser pioneiros”

– Francesco Venturini, CEO da Enel X

A inovação também foi mencionada pela CEO da Energica, Livia Cevolini. A moto que será utilizada na FIM Enel World Cup, a EgoGP, ainda precisa de ajustes finos em algumas áreas. “As competições atuarão como um laboratório de P&D para motos de estrada, ajudando a melhorar o desempenho da bateria e a rapidez da recarga”.

Já se preparando para a competição do próximo ano, a Energica também fará demonstrações-teste durante o Campeonato Mundial de MotoGP de 2018, pensando em melhorar o desempenho e o gerenciamento da EgoGP. Ou seja, as motos elétricas de alto desempenho estarão na pista já neste ano e os fãs poderão admirá-las das arquibancadas. Na próxima temporada, eles poderão as aplaudir em ação.

Portanto, a FIM Enel World Cup será uma espécie de laboratório ao ar livre, unindo tecnologia, paixão e esporte nos circuitos mais icônicos do motociclismo. Ao todo, 18 motos da Energica serão levadas à pista durante as várias etapas do campeonato junto com as Moto3, Moto2 e as MotoGP. A EgoGP será entregue às equipes do MotoGP, bem como às de outras categorias. Uma entrada modesta neste esporte, mas que tem foco tanto no presente quanto no futuro, apostando numa nova dimensão elétrica e sustentável para a mobilidade.

Então, tudo o que nos resta agora é aguardar as luzes, como acontece no início das corridas, para que o som do silêncio anuncie uma nova era para o motociclismo.