Nova York, o futuro elétrico das cidades

Publicado em quarta-feira, 02 de agosto de 2017

“Empresas como a Enel ou a Tesla estão gerando mudanças incrivelmente importantes, em um momento da história marcado por um vazio ideológico, especialmente no cenário atual dos Estados Unidos, que não tem reconhecido nem combatido o aquecimento global e suas causas”

– Gabe Klein, Especialista em Inovações Urbanas

“Todo mundo vê um carro elétrico como um veículo para ir do ponto A ao ponto B”, explicou Ernesto Ciorra, Responsável Enel por Inovação e Sustentabilidade, durante a apresentação de Ryan O'Keeffe, Responsável por Comunicações da Enel. “Nós, por outro lado, os vemos como baterias sobre rodas. Basta conectá-los e eles podem se tornar parte integrante da rede elétrica, ajudando a estabilizar a rede quando não estão sendo usados ​​como forma de transporte, ou seja, durante a maior parte do seu funcionamento. Essa ideia é o cerne da nossa tecnologia Vehicle to Grid.

“A tecnologia Vehicle to Grid permite um uso ainda maior das energias renováveis, que exigem formas de armazenamento inovadoras para garantir os fluxos constantes de energia. Essa ideia aparentemente simples é capaz de reduzir drasticamente o impacto ambiental de uma cidade”

– Ernesto Ciorra, Responsável Enel por Inovação e Sustentabilidade

Há outros sinais positivos daqueles que entenderam o tamanho do problema, como a Volvo que anunciou recentemente que, a partir de 2019, todos seus carros incluirão motores elétricos, ou os governos da Índia, Holanda, Noruega e França, que decretaram a interrupção das vendas de veículos movidos por motores a combustão, entre 2025 e 2040. Esses casos foram mencionados também por alguns dos muitos especialistas e influenciadores entrevistados na mesa redonda, incluindo Heather Clancy (GreenBiz), Ankita Rao (Motherboard/VICE), Daniel Stedman (Brooklyn Magazine), Kate Burson (Tesla), Andy Palanisamy (TransportGooru).

“Sabemos que a mobilidade elétrica está chegando e assumirá o controle. Mas também vemos uma oportunidade para realizar novos negócios, encarando os veículos como um recurso de energia que se conectará ainda mais com os consumidores, e não apenas um carro”, explica Kate Burson. “Os combustíveis fósseis estão causando grandes danos em todo o mundo e a mobilidade elétrica é um fator-chave para que nos afastemos disso. A Formula E traz a mensagem exata que precisamos passar para as pessoas, a de que a sustentabilidade pode andar lado a lado com o desempenho e que os carros elétricos podem oferecer a mesma flexibilidade e mobilidade que um carro normal”.

"Os setores privado e público estão trabalhando juntos em projetos de carros compartilhados, em veículos elétricos e como isso pode afetar a rede”, explicou Heather Clancy. “O que eu vejo uma empresa como a Enel fazendo, é provar que a infraestrutura está aí para permitir que isso aconteça de uma maneira inteligente, inovadora e rápida. A maneira de descobrir se algo vai funcionar é quando você realmente o impulsiona até o limite. A Formula E não é apenas divertida. Enquanto não levarmos a tecnologia até o limite, não poderemos realmente saber o que um carro elétrico é realmente capaz de fazer”.

Mas a tecnologia por si só tem pouco poder, a menos que seja apoiada por uma estratégia de visão e uma boa dose de coragem. “Dez anos atrás, a regra era não dar carona estranhos. Hoje temos o BlaBlaCar”, explicou Ciorra. “Por muito tempo seguimos as regras ditadas pelo hábito, até que alguém veio e quebrou essas regras e demonstrou a possibilidade de uma vida melhor. Na Enel, estamos empenhados em fazer exatamente isso: quebrar as regras para criar melhores cidades e uma melhor qualidade de vida”.