“ A microrrede utiliza fontes renováveis de energia e sistemas de armazenamento em baterias. ”

Com placas fotovoltaicas, as casas produzem energia solar e os clientes podem, com o auxílio de aplicativos móveis para celulares e tablets, monitorar em tempo real a energia que está sendo gerada e consumida. A energia que não for consumida é enviada para a rede da Enel, gerando créditos nas contas de luz dos moradores.

A primeira fase do projeto foi a instalação de painéis fotovoltaicos nas residências e áreas comuns do loteamento. Além da infraestrutura de geração fotovoltaica, o complexo recebe sistemas de geração eólica de 7 kW, armazenamento de energia centralizado de 111kWh, um sistema de telegestão de iluminação pública para mais de 300 pontos de iluminação, bem como uma moderna rede de dados e comunicação por fibra óptica, além de softwares de supervisão e controle instalados no prédio administrativo.

Para desenvolver as microrredes, a Enel formou parcerias fundamentais, que contribuem com contrapartidas para o projeto. A Ericsson colabora com recursos para o desenvolvimento dos softwares da microrrede, enquanto a Enel Soluções faz o fornecimento, sem custos, de sistema fotovoltaico com armazenamento local e sistema de automação residencial para o showroom do projeto. Já o loteamento Alphaville Fortaleza disponibilizou o local para instalação da microrrede, além da Fundação Certi que faz a coordenação técnica do projeto. Ao todo são mais de vinte empresas trabalhando no programa.

Com apoios de peso, a Enel prevê que o projeto esteja concluído em breve. A microrrede, no entanto, tem potencial de crescimento. A sua arquitetura é modular, o que facilita bastante a inserção de novos participantes e viabiliza a expansão.

“ O projeto antecipa mudanças importantes pelas quais o mercado de energia vai passar nos próximos anos, já que a exigência da sociedade para o uso de fontes renováveis está cada vez maior. Assim, as empresas do Grupo Enel se colocam como vanguarda nesse processo.”

Para que o público possa conhecer o funcionamento de uma microrrede, a Enel construiu um showroom do projeto em seu prédio de Fortaleza. Além do potencial de apresentar novas soluções para o setor elétrico nacional, a iniciativa tem forte apelo educativo, ajudando a modificar a cultura do uso da eletricidade, com a participação ativa dos consumidores. O showroom também servirá como laboratório de testes de várias tecnologias.

O Microrredes conta com financiamento do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Aneel e representa um avanço em comparação a iniciativas similares. No Brasil, há poucos casos de sistemas híbridos e minirredes (com geração fotovoltaica, diesel e baterias) operando de forma isolada na Região Norte do país e em algumas ilhas marítimas, mas com sistemas tecnologicamente mais simples. O modelo de negócio, que ainda não existe para comercialização no Brasil, está sendo desenvolvido pela Enel Soluções, braço da Enel Brasil de soluções inteligentes em energia.

Em âmbito internacional, as microrredes podem ser encontradas em estágio de pesquisa e desenvolvimento experimental. As primeiras aplicações pré-comerciais estão ocorrendo principalmente no Japão, nos Estados Unidos e em países da Europa, como Alemanha e Itália.